30 de julho de 2010

à vontade

sara vá que os tempos tão corridos que não
se pára.. se pra parar é preciso espera
mais um pouco que
agora não
cansaço..
agora não
descanso..
agora não
nem depois..
o sol se impõem.
E o tempo a chegar nele
Não se dipõe

Impõe
Prosódias..
A perfectibilidade do tempo sem
Assunto
Como ontem.. de tarde que era...
Sem tanto
Ah... chatices dessas
Que não calam a boca
De quem não fala
De nada
O tempo todo

Um porre
Ou um pequeno gole
De cachaça

Amanhã, não...
Sabe como é
Caiu da cadeira a vontade...

Detrás do pôr-do-sol não tem nada...
O que conta é a luz que faz... a cor e isso...
...Que o retorno não te estorve tanto quanto o entorno...

21 de julho de 2010

ele diz: paciência

a diz-paciência em que insisto.. é um soco no ombro do que precis..
ou é una tonteria.. um conto... em que caí... no poço...
da diz-paciência que pressinto.. antes de mim... paciência.. sem...
sucinto é o tempo que espero por fim..
não tenho jeitos pra isso.. nem praquilo..
na diz-confusão em que me encontro.. é tranquilo o barulho que a diz-pa-ciência faz...

14 de julho de 2010

Insisto no assusto...

palavras dissolvem...
dissolvem-si...
dissolvemim..
começo tlvz.. de fim..
é sempre fim, não é?
mas sempre... tem fim?
começo não encontro..
e.. tem algum fim? ou finalidade?
que idade tem o sempre?
e... desde quando?
sei lá.. palavras são assim enrascadas..
por mim...
dissolvem.. mas não apagam..
elas se dissolvem.. se desfazem...
quem as fez não há.. quem as usa não as tem...
palavras são asim.. inencontráveis.. e.. palavras são assim.. inevitáveis...
claro.. nem sempre...
escrevo assunto com s... que roubo do assim.. mas enfim.. palavras se prestam a isso... ouvidos e olhos é que tlvz não...

7 de julho de 2010

De olhar o céu

Tinha uma manhã cinza que por de lado se transpostava em rosa fogo... que depois de tudo... azul... na manhã tinha uma menina.. que olhava.. ali na calçada encardida sem desconfiar que era manhã tb.. a menina se pensava perdida... nem perguntei bugalhos.. ela olhava tanto.. não sei o nome da menina.. nem idades.... qndo me viu.. a menina nem de vergonha sentiu.. tlvz eu fosse tb manhã... então ela não estranhou.. só virou e se continuou menina... Descontinuo:  lembrei daí de outra menina que um dia perguntou pro pai desavisado:
"Pai qual o tamanho do céu?
"Ah o céu é muito muito grande"
aí silêncio que adultos nem entendem e já acham que a criança tenta entender.. sabe como é... então:
E como é que cabe aqui no meu olhinho?"